Primeiro farol da Paraíba ainda é referência de orientação aos navegadores | Rádio Arara FM 87,9

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Primeiro farol da Paraíba ainda é referência de orientação aos navegadores


farol 2Os cabelos brancos, a pele bronzeada e com linhas de expressão do pescador Isaias Mangueira, 73 anos, são reflexos dos longos anos de profissão, marcada por boas histórias. Mas uma delas, logo no início da vida no mar, é lembrada até hoje: a embarcação que estava, junto ao irmão, foi danificada e os dois ficaram à deriva em alto-mar. O farol da Pedra Seca, na praia de Miramar, em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, foi a salvação para Isaias, que se orientou pela iluminação da torre, que ainda serve de sinalização para pequenas e grandes embarcações.
Era por volta de 21h de um certo dia de 1955. Aos 14 anos, Isaias Mangueira, na companhia do irmão, 15 anos, estava em alto-mar em uma pequena embarcação à vela, quando ouviu um barulho e rapidamente percebeu que uma das velas que impulsionava o pequeno barco havia sido rasgada por um mastro horizontal de uma embarcação maior, com a qual cruzaram no oceano. “Com isso a nossa embarcação virou e eu cortei uma cabaça para meu irmão se apoiar para boiar enquanto eu encontrava socorro. Estávamos a cerca de 7 milhas da terra e saí nadando até visualizar a sinalização do farol. A partir dele me localizei e encontrei outra embarcação, que me ajudou a ir resgatar meu irmão”, contou.
Essa foi a experiência mais marcante que Isaias Mangueira teve em relação ao farol da Pedra Seca, mas que também fez e faz parte da vida de muitos pescadores da região que até hoje se orientam no mar por meio das luzes de sinalização do farol.

Segundo o pescador, que apesar da idade ainda continua na ativa, apenas se abstém de navegar para águas mais profundas, quando criança, ele já ouvia relatos dos avós sobre a construção do farol de Cabedelo. “Meus avós contavam que o farol foi erguido em terra firme, próximo a algumas casas, mas que com o avanço do mar, pelo menos duas ou três ruas de casas sumiram”, relatou.
“E eu acredito, pois certa vez, durante uma pesca, encontrei um grande alavanca de cobre, que pode ter sido utilizada na construção do farol que foi feito na pedra seca, por isso ganhou esse nome. Mergulhadores também contaram que viram uma cacimba, que certamente servia de reservatório de água para a população que residia ali perto”, acrescentou.
O mesmo relato foi ouvido diversas vezes pelo presidente da colônia de pescadores de Cabedelo, Lídio José da Silva, 55 anos. “Mergulhadores que vivem da atividade pesqueira já me disseram que nas imediações do farol existe uma cacimba de água, que era usada por pessoas que moravam por lá antigamente, mas que tiveram as moradias engolidas pelo avanço do mar”, disse.
Mas de acordo com Lídio, as informações sobre a época da construção, dão conta de que o farol não foi erguido em terra firme, mas sim em uma pequena ilhota de areia no mar, que ficava próximo a margem do oceano, por isso os relatos de que existiam casas perto do farol. “Eu tenho um amigo que conheceu uma das pessoas que trabalhou na construção desse farol e disse que ele não foi feito em terra firme. Tinha um banco de areia, semelhante a praia de Areia Vermelha, que aparece na maré baixa, onde foram colocadas várias pedras e em cima delas erguido o farol”, afirmou.
Equipamento erguido em Cabedelo é o primeiro da Paraíba e foi inaugurado em setembro de 1873. Ele sinaliza a entrada do porto
Farol serve como ponto de orientação aos navegadoresEquipamento erguido em Cabedelo é o primeiro da Paraíba e foi inaugurado em setembro de 1873. Ele sinaliza a entrada do porto
Farol funciona como ponto de orientação aos navegadores
Para o pescador Lídio Silva, o farol da Pedra Seca é fundamental para ajudar a navegação de embarcações de grande porte, como navios cargueiros e de passageiros, além de pescadores artesanais, que pescam em mar aberto e se orientam pelo farol, principalmente à noite e em períodos chuvosos, pois mesmo faltando energia elétrica em Cabedelo, o farol continua sinalizando a ‘boca da barra’, que é o canal mais fundo utilizado pelas embarcações, que se dirigem para o mar aberto.
Encomendado pelo engenheiro e fidalgo Zósimo Barroso, em 1869 e inaugurado em setembro de 1873, o farol da Pedra Seca foi o primeiro a ser erguido na Paraíba. Ele fazia parte de um conjunto de nove torres de ferro forjado (batido) com 14,5 metros de altura e um aparelho lenticular fixo, o que havia de melhor em sinalização náutica, segundo o sargento de fragata Adricélio André dos Santos, militar da Capitania dos Portos da Paraíba especializado em faróis.
Embora o sargento seja especialista na área, toda a responsabilidade do farol é da Capitania dos Portos da Paraíba, por meio capitão dos portos, comandante Valdinei Ciola.
Conforme o sargento Adricélio, o farol, que indica a barra do Rio Paraíba, foi erguido em uma laje de pedras que aflora na maré baixa, conhecida como Pedra Seca, situada à cerca de uma milha da costa, precisamente na praia denominada Miramar, limite com a praia Formosa. “A história conta que o farol foi construído em terra firme e hoje encontra-se a 400 metros da beira mar. Para sua montagem, construiu-se uma rígida base de alvenaria, com a finalidade de receber as placas metálicas que formariam a estrutura da torre octogonal. Ele sinaliza a entrada no porto, já que toda a orla de Cabedelo é coberta por uma barreira de corais”, explicou.
O militar especialista em faróis acrescentou que o farol da Pedra Seca tem um alcance luminoso que pode chegar a 16 milhas náuticas, cerca de 29,632 quilômetros (km), já que cada milha corresponde a 1,852 km. “Até hoje, ele desempenha uma função importantíssima para a cidade, que tem o canal de acesso para o Porto de Cabedelo marcado por esse monumento. Durante a noite dá para ver o brilho que guia os marinheiros e pescadores”, frisou.
Capitania dos Portos
Toda responsabilidade acerca do farol da Pedra Seca é da Capitania dos Portos da Paraíba. Segundo o capitão dos portos, comandante Valdinei Ciola, atualmente o farol tem funcionamento e automático, mas manutenção é feita pelo faroleiro, que por meio do Plano de Trabalho de Sinalização Náutica, realiza os reparos necessários no farol, oportunamente.
O comandante disse que o farol é mantido por duas baterias estacionárias de 12 volts (V) 115 amperes (A), ligadas a um painel solar que durante o dia carrega as mesmas e a noite alimenta as lâmpadas localizadas no centro da lanterna. “Em 1922, o queimador original foi substituído por um eclipsor AGA automático acetileno. Com isso, a vigília dos faroleiros pôde ser substituída por confortáveis visitas bimestrais. Mas com o emprego de elementos fotovoltaicos, o farol está totalmente automatizado”, afirmou.
Valdinei Ciola garantiu que o farol encontra-se em bom estado de conservação, funcionando normalmente, e tem a função de auxiliar todas as embarcações, de pequeno a grande porte, devido a sua localização privilegiada na entrada do canal de acesso ao Porto de Cabedelo.
Para o pescador Lídio Silva, o farol da Pedra Seca é fundamental para ajudar a navegação de embarcações de grande porte, como navios cargueiros e de passageiros, além de pescadores artesanais, que pescam em mar aberto e se orientam pelo farol, principalmente à noite e em períodos chuvosos, pois mesmo faltando energia elétrica em Cabedelo, o farol continua sinalizando a ‘boca da barra’, que é o canal mais fundo utilizado pelas embarcações, que se dirigem para o mar aberto.
Encomendado pelo engenheiro e fidalgo Zósimo Barroso, em 1869 e inaugurado em setembro de 1873, o farol da Pedra Seca foi o primeiro a ser erguido na Paraíba. Ele fazia parte de um conjunto de nove torres de ferro forjado (batido) com 14,5 metros de altura e um aparelho lenticular fixo, o que havia de melhor em sinalização náutica, segundo o sargento de fragata Adricélio André dos Santos, militar da Capitania dos Portos da Paraíba especializado em faróis.
Embora o sargento seja especialista na área, toda a responsabilidade do farol é da Capitania dos Portos da Paraíba, por meio capitão dos portos, comandante Valdinei Ciola.
Conforme o sargento Adricélio, o farol, que indica a barra do Rio Paraíba, foi erguido em uma laje de pedras que aflora na maré baixa, conhecida como Pedra Seca, situada à cerca de uma milha da costa, precisamente na praia denominada Miramar, limite com a praia Formosa. “A história conta que o farol foi construído em terra firme e hoje encontra-se a 400 metros da beira mar. Para sua montagem, construiu-se uma rígida base de alvenaria, com a finalidade de receber as placas metálicas que formariam a estrutura da torre octogonal. Ele sinaliza a entrada no porto, já que toda a orla de Cabedelo é coberta por uma barreira de corais”, explicou.
O militar especialista em faróis acrescentou que o farol da Pedra Seca tem um alcance luminoso que pode chegar a 16 milhas náuticas, cerca de 29,632 quilômetros (km), já que cada milha corresponde a 1,852 km. “Até hoje, ele desempenha uma função importantíssima para a cidade, que tem o canal de acesso para o Porto de Cabedelo marcado por esse monumento. Durante a noite dá para ver o brilho que guia os marinheiros e pescadores”, frisou.
Capitania dos Portos
Toda responsabilidade acerca do farol da Pedra Seca é da Capitania dos Portos da Paraíba. Segundo o capitão dos portos, comandante Valdinei Ciola, atualmente o farol tem funcionamento e automático, mas manutenção é feita pelo faroleiro, que por meio do Plano de Trabalho de Sinalização Náutica, realiza os reparos necessários no farol, oportunamente.
O comandante disse que o farol é mantido por duas baterias estacionárias de 12 volts (V) 115 amperes (A), ligadas a um painel solar que durante o dia carrega as mesmas e a noite alimenta as lâmpadas localizadas no centro da lanterna. “Em 1922, o queimador original foi substituído por um eclipsor AGA automático acetileno. Com isso, a vigília dos faroleiros pôde ser substituída por confortáveis visitas bimestrais. Mas com o emprego de elementos fotovoltaicos, o farol está totalmente automatizado”, afirmou.
Valdinei Ciola garantiu que o farol encontra-se em bom estado de conservação, funcionando normalmente, e tem a função de auxiliar todas as embarcações, de pequeno a grande porte, devido a sua localização privilegiada na entrada do canal de acesso ao Porto de Cabedelo.
Fonte: JP

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